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PRESENCE
Family Presence during Cardiopulmonary Resuscitation
Doente / População Intervenção / Exposição Comparação Desfecho
Em 570 familiares de adultos submetidos a RCP pré-hospitalar, oferecer por rotina a presença dos familiares reduziu os sintomas de PSPT aos 90 dias em comparação com a prática habitual.
N
570doentes
Desenho
Ensaio controlado, aleatorizado por clusters, em 15 unidades francesas de serviço de emergência médica pré-hospitalar (8 de intervenção, 7 de controlo); as unidades ofereciam sistematicamente aos familiares a possibilidade de presenciar a RCP de um adulto em paragem cardíaca no domicílio ou seguiam a prática habitual; sintomas relacionados com PSPT avaliados no dia 90 por um psicólogo treinado, sem conhecimento da alocação
Desfecho
Proporção de familiares com sintomas relacionados com perturbação de stress pós-traumático (PSPT) no dia 90; endpoints secundários: sintomas de ansiedade e depressão, características da reanimação, bem-estar da equipa médica e reclamações médico-legais
ResultadoA RCP foi presenciada por 211 de 266 familiares (79 %) no grupo de intervenção versus 131 de 304 (43 %) no grupo de controlo. Os sintomas relacionados com PSPT no dia 90 foram mais frequentes no grupo de controlo (37 %) do que no grupo de intervenção (27 %): OR ajustado 1,7 (IC de 95 % 1,2-2,5), p=0,004; familiares que não presenciaram vs. que presenciaram a RCP, OR ajustado 1,6 (IC de 95 % 1,1-2,5), p=0,02. Os sintomas de ansiedade e depressão foram também mais frequentes nos familiares que não presenciaram a RCP. A presença dos familiares não alterou as características da reanimação, a sobrevivência dos doentes nem o stress emocional da equipa médica, e não houve reclamações médico-legais.
Jabre P, Belpomme V, Azoulay E, et al. Family presence during cardiopulmonary resuscitation. N Engl J Med. 2013;368(11):1008-1018. 10.1056/nejmoa1203366